
Entrevista com a Valve sobre o Steam Controller: design ergonômico, sensores TMR, Grip Sense e integração com PC e Steam Input.
A poucos meses do lançamento do Steam Controller, a Valve reuniu seus engenheiros para explicar como nasceu o dispositivo que busca unir inputs de teclado/mouse com um gamepad tradicional.
O foco foi fundir as melhores ideias dos controles do Steam Deck com um formato sem tela, mantendo a familiaridade e adicionando as entradas extras que os jogos modernos exigem.
- Conceito: unir dois mundos do PC gaming
- Ergonomia, espaço e distribuição de botões
- Qual o layout dos sticks?
- O que mudou em relação ao Steam Controller original
- Por que TMR em vez de potenciómetros tradicionais
- Compatibilidade com PC e jogos fora da Steam
- Grip Sense, trackpad e haptics
- Ecossistema e posicionamento
- Orgulho da Valve
Conceito: unir dois mundos do PC gaming
Segundo a equipe, a missão era combinar o que já funcionava no Steam Deck com o controle comum. O objetivo era transferir a experiência de um PC portátil para um formato tradicional, sem abrir mão das qualidades que comprovadamente funcionam.
Ergonomia, espaço e distribuição de botões
Com duas alavancas, trackpads duais, botões frontais, D-pad, quatro botões traseiros, giroscópio com haptics e sensores capacitivos, o desafio foi encaixar tudo para que as mãos alcancem com conforto. O espaço extra nas empunhaduras permitiu maior fidelidade de vibração.
Qual o layout dos sticks?
O layout situa-se entre o estilo PlayStation e o Steam Deck, priorizando o alinhamento com a empunhadura. A posição central facilita o uso como input primário e reduz a necessidade de esticar o polegar.
O que mudou em relação ao Steam Controller original
Entre as mudanças, os botões bumper ganharam uma sensação mais macia e menos ruído, enquanto os botões traseiros ficaram menos proeminentes por padrão para não atrapalhar o grip. A ideia foi manter a experiência de uso de um controle padrão.
Por que TMR em vez de potenciómetros tradicionais
Para evitar desgaste, a equipe adotou sensores magnéticos TMR. Eles reduzem o desgaste, aumentam a confiabilidade e consomem menos energia, ajudando a manter o orçamento de bateria sob controle.
Compatibilidade com PC e jogos fora da Steam
No Windows, o Steam atua como tradutor para APIs de gamepad, enquanto no SteamOS/Linux há drivers básicos que funcionam fora do Steam. Em jogos que não funcionam nativamente, é possível usar configurações de mouse/teclado, com limitações. O objetivo é manter a experiência de PC living room sem exigir mudanças no OS.
Grip Sense, trackpad e haptics
O Grip Sense permite ligar o gyro sem tocar no stick, oferecendo mais opções de controle. O haptics oferece tanto rumble tradicional quanto feedback tátil sob o trackpad, com a API do Steam Input permitindo personalizações futuras.
Ecossistema e posicionamento
O Steam Controller não pretende ser apenas um upgrade de controle, mas abrir novas possibilidades, incluindo colaboração com a Steam Input para suportar controladores de PlayStation no PC, mantendo a ideia de uso com o Steam Deck na TV.
Orgulho da Valve
Entre os destaques, a conectividade por puck permite até quatro controles sem aumentar a latência, oferecendo até 16 controles por PC com quatro puck. Além disso, o trackpad com gyro aproxima‑se da sensibilidade de um mouse para jogos como Counter-Strike, e a configuração de 16 atalhos no trackpad esquerdo facilita jogos com muitas teclas.
Agora queremos saber a sua opinião: qual recurso do Steam Controller você consideraria essencial para seu setup de PC ou living room? Deixe seu comentário abaixo.
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