
Análise inicial da nova Steam Controller da Valve: ergonomia premium, bateria de até 35+ horas, e integração completa com Steam Input no Linux e Steam Deck.
Bateria, carregamento e Puck
O Puck é magnético e facilita a recarga sem fios, mantendo o teclado/controle estável durante o carregamento. Em testes de uso real, o controle alcançou aproximadamente 19 horas e 1 minuto até chegar à metade da carga, mesmo com dias em que ficou desligado para descarregar. As especificações de fábrica apontam 35 horas ou mais, o que você tende a confirmar na prática com uso moderado.
O nível de bateria aparece por um indicador pequeno e não exibe porcentagem direta em todas as telas. Em alguns modos, é possível ver a carga através do Overlay normal do Steam, mas em desktops pode faltar leitura direta. Ainda assim, a leitura geral do tempo de vida oferece uma boa noção de autonomia para longas sessões.
Conforto, design e uso
As trackpads destacam o visual chunky, mas a ergonomia é excelente. A pegada é suave, sem arestas incômodas, e o shell não possui falhas de acabamento. Em comparação com o primeiro Steam Controller, o prazer ao segurar e usar é consideravelmente maior, com os botões traseiros de alcance fácil e feedback agradável. Além disso, jogar RTS com trackpads é viável e confortável, com ajustes simples de rolagem e fricção em cada trackpad para se adaptar ao estilo do jogador.
Com o Steam Input, é possível personalizar praticamente cada botão, stick e trackpad, o que torna a experiência extremamente flexível mesmo para jogos com suporte limitado. No Linux, essa customização brilha ainda mais, já que muitas opções de pads costumam faltar nesse nível de configuração.
Gyro e interação com mouse
O gyro é uma surpresa positiva: pela primeira vez vi o recurso funcionar de forma realmente útil, especialmente em combinação com o controle tradicional. É possível utilizá-lo como ponte entre mouse e joystick, ajustando para ativação sob demanda ou como modo contínuo, conforme o jogo. Em títulos de FPS, essa combinação oferece mira mais natural, desde que as configurações de Steam Input estejam bem ajustadas.
Ainda há situações em que o uso de Gyro para mouse/LMB pode causar conflitos com jogos que misturam entrada de teclado/mouse e controle. Em Overwatch, por exemplo, usar gyro com movimento do joystick pode gerar quedas de FPS, mas transformar o controle em teclado/mouse por meio do Steam Input costuma resolver o problema na prática.
Uso fora do Steam e compatibilidade
Testado em Linux, o controlador funciona como gamepad básico fora do Steam ao usar Proton, GE-Proton ou Wine. Jogos nativos podem exigir ajustes de SDL ou atualizações de drivers para detectar corretamente o dispositivo, mas é possível utilizá-lo sem Steam para muitos títulos. Em alguns casos, trackpads e back grips não funcionam fora do Steam, com o jogo reconhecendo o dispositivo apenas como um gamepad simples.
- LIMBO (via GOG com GE-Proton): vibração funcionou bem.
- DOOM e DOOM 2 (Nightdive, GE-Proton): vibração funcionando.
- Absolute Drift (GOG, GE-Proton): detectado como teclado/mouse por padrão; com Proton, funciona como gamepad.
- Hollow Knight Silksong (GOG, GE-Proton): detectado como mouse/teclado na build nativa; com Proton, reconhecido como gamepad.
- Rocket League: funcionando via Heroic Games Launcher como gamepad.
É importante notar que, fora do Steam, trackpads e back grip podem não funcionar em todas as situações com Proton/Wine; o funcionamento típico é como um gamepad básico. A comunidade pode oferecer drivers semelhantes no futuro para melhorar a detecção em títulos nativos.
Conectividade com Steam Deck e Desktop Mode
É possível acordar um Steam Deck conectado pelo Puck sem Bluetooth, o que facilita o uso ao dockar o Deck. No Desktop Mode ocorre uma pequena peculiaridade: o input inicial aparece como lizard mode e só depois o Steam Input é ativado; em contas diferentes, o picker de conta pode exigir uma ação adicional para recuperar o input. Pressionar o botão Steam para entrar no Desktop Big Picture permite selecionar a conta novamente e retornar ao modo normal.
O controlador também se integra ao Steam Deck via Steam Input, mantendo a configuração sincronizada pela Steam Cloud entre dispositivos, como o Desktop e o Lenovo Legion Go com Bazzite.
Desktop Mode e configuração dedicada
O Desktop Mode traz um layout próprio que pode ser configurado do zero, facilitando o uso em desktops ou no modo Desktop do SteamOS. Embora exija tempo para memorizar os atalhos, as opções de layout ajudam a tornar o mouse/trackpad mais natural para navegação e jogos que exigem movimentos precisos.
Veredito e preço
Não é o mais barato, mas entrega um conjunto robusto de recursos com foco no PC e no ecossistema Steam. A autonomia de bateria, o conforto e a versatilidade dos trackpads criam uma experiência que se aproxima de opções premium, sem o preço abusivo de alguns modelos de elite. Para quem já está imerso no Steam, vale considerar ter uma unidade extra para evitar disputas pela “ilha do controle”.
Preço de lançamento indicativo: US 99, Canada 149 CAD, EU 99 €, UK 85, AU 149 e PLN 419. O dispositivo está disponível via Steam ou varejistas regionais.
Se você ficou curioso sobre o que mais pode ser feito com a Steam Controller, compartilhe nos comentários qual recurso pretende explorar primeiro e em que tipo de jogo pretende usá-la.
Chamada para comentário: e você, já está pensando em adotar a Steam Controller? Conte nos comentários qual recurso mais chamou sua atenção e como pretende utilizá-la no seu setup.
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