
Resumo das estreias indie de fevereiro de 2026, incluindo Master of Piece, Manairons, Fall of an Empire e Escape from Ever After.
Depois do Steam Next Fest, fevereiro chega com uma tríade de subgêneros que moldam o que chamamos de jogos indie hoje: um platformer 3D, um roguelike deckbuilder repaginado e o ambicioso gênero de grand strategy. E para completar, incluo uma peça bônus de janeiro que também aparece nesta edição: Escape from Ever After.
Master of Piece
Master of Piece é um título tático com toques de RPG. A missão gira em torno de encontrar a fonte de uma neblina negra, com foco em evoluir as unidades para formar uma tropa capaz de resistir ao fim da jornada.
Ao invés de cartas ou dados, o jogador trabalha com peças de tabuleiro que participam de uma partida estratégica em que se coloca ou desloca peças para atacar a bandeira inimiga. A mecânica se complica com diversas habilidades das peças e com lutas contra chefes.
No começo, as peças são relativamente fracas, com poucas estatísticas de ataque, vida e velocidade, além de um único traço. Conforme avança a progressão, é possível melhorar as peças, adicionar um segundo traço ou transferir traços destruindo peças, inspirado em sistemas de sacrifício. Rumores podem aumentar atributos, ainda que tragam desvantagens. Com planejamento e um pouco de sorte, é viável criar peças poderosas que derrubam chefes.
O combate é simples e depende mais da gestão das peças do que de pura habilidade tática. Posicionamento em colunas para atacar a bandeira ou bloquear o adversário, além de eventuais objetos ou armadilhas, compõem o cenário. Em geral, a força das peças tende a falar mais alto que a habilidade do jogador.
Para quem não curte o randomness dos deckbuilders, Master of Piece oferece uma variação interessante de gameplay, mantendo a veia estratégica.
Disponível para PC via Steam; uma cópia foi fornecida para avaliação.
Manairons
Manairons é um platformer 3D com ênfase em desafios de puzzle. Você controla Nai, uma fada Manairo, explorando uma vila catalã que foi transformada por uma força mecânica, criada por seus próprios parentes e um senhor das chaves. O tom remete à nostalgia do fim dos anos 90.
Apesar de 3D, o jogo usa uma mecânica de câmera que alterna entre perspectiva 3D para combate e puzzles e uma visão lateral 2.5D para a maior parte da plataformação. Os estágios são basicamente lineares, com colecionáveis escondidos, e a campanha pode ser concluída ao passar por salas e derrotar um chefe.
A progressão de Nai se apoia em puzzles e confrontos, com o combate simples, que não exige rolar nem esquivar com muita vantagem. A câmera fixa pode dificultar lutas menores, mas a acentuada direção ajuda as ações precisas.
O encanto do jogo vem da nostalgia e da atmosfera suave, sem prometer grandes surpresas. Manairons está disponível para PC via Steam; uma cópia de avaliação foi fornecida.
Fall of an Empire
Fall of an Empire é um RTS pauseável ambientado em uma versão ficcional do ocidente romano tardio. O diferencial é que o império já é grande no início e o desafio é evitar o colapso, em vez de conquistar território.
A mecânica central bebe de Crusader Kings: intriga, política entre figuras-chave e gestão interna moldam o curso dos acontecimentos. A parte de guerra foca na composição de exércitos e formações, com batalhas menos decisivas que o planejamento estratégico.
O jogo não é para iniciantes: o jogador encara rebeliões, conflitos entre súditos, economia fragilizada e facções hostis. Há tutorial e dicas, mas o aprendizado é rápido para quem já tem experiência com o gênero.
Fall of an Empire aparece para PC via Steam e EGS; uma cópia foi fornecida para avaliação.
Escape from Ever After
Escape from Ever After é um RPG com combate baseado em tempo e forte influência de Paper Mario, voltado a fãs de RPG que gostam de desafio.
A aventura acompanha Flynt, o herói de um livro, em uma missão para enfrentar um dragão, só que o covil foi substituído por um escritório corporativo da Ever After Inc. A história utiliza o recurso de medir caminhos entre a linha do livro e o mundo corporativo.
A jogabilidade adota batalhas táticas com dois personagens ativos, mana compartilhada e um sistema de badges para personalização, com lutas mais estratégicas e inimigos com variantes e chefes de várias fases. Quebra-cabeças exploram as habilidades únicas de cada personagem, exigindo timing e posicionamento precisos.
Em termos de duração, o jogo oferece entre 15 e 20 horas, ficando entre os títulos mais substanciais do seu nicho. Escape from Ever After está disponível para PC, Xbox, PS5 e Nintendo Switch. Uma cópia de avaliação foi fornecida.
Nota: este é o corte extra de janeiro, incluído nesta edição para ampliar a seleção de fevereiro.
Qual título você está mais empolgado para jogar neste mês? Deixe seu comentário abaixo e conte o porquê.
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