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Cyberpunk 2077 Ultimate Edition: o renascer de Night City e o desempenho impressionante no Steam Deck

Cyberpunk 2077 Ultimate Edition: o renascer de Night City e o desempenho impressionante no Steam Deck

Revisão da Cyberpunk 2077 Ultimate Edition e do desempenho no Steam Deck, destacando a recuperação do jogo, o DLC Phantom Liberty e dicas de configuração.

Seis anos se passaram desde o primeiro teaser, e Cyberpunk 2077 vive hoje um impressionante renascimento. Lançado com promessas gigantes, o jogo mostrou falhas técnicas e visuais no lançamento, o que gerou críticas severas e devoluções em várias lojas.

Ao olhar para trás, é claro que a jornada da obra da CD Projekt RED não foi simples. Foi preciso uma série de correções, grandes atualizações e o trabalho cuidadoso da equipe para entregar uma experiência que finalmente faz jus ao seu mundo aberto.

Neste artigo
  1. O renascimento de Night City
  2. Personagens, mundo e atmosfera
  3. Jogabilidade e equilíbrio de estilos
  4. Desempenho — áudio, gráfico e bugs ao longo dos anos
  5. Side quests e atividades
  6. Phantom Liberty: o DLC que eleva a experiência
  7. Desempenho no Steam Deck
  8. Acessibilidade
  9. Conclusão

O renascimento de Night City

O enredo coloca o jogador no controle de V, um mercenário carismático com grandes planos em uma cidade tomada por corporações, gangues e ambições desmedidas. Um chip biotecnológico envolve o protagonista, trazendo Johnny Silverhand — uma figura histórica da música — para dentro da cabeça de V. Haverá uma batalha entre a memória de quem você é e a lembrança do que pode se tornar.

A história não se resume a tornar-se uma lenda; ela é sobre sobrevivência, identidade e liberdade em uma época onde até a mente pode ser alterada. No caminho, V encontra alianças frágeis, explora os recantos mais sombrios de Night City e questiona o que realmente significa deixar uma marca.

  • Três caminhos de vida diferentes: Nomad, Corpo e Street Kid
  • As escolhas moldam diálogos, contextos e algumas relações, sem transformar tudo em campanhas inteiramente separadas
  • A combinação entre ação, RPG e simulação cria uma sensação de liberdade sem igual

Personagens, mundo e atmosfera

Um dos maiores trunfos do jogo são os personagens bem escritos. Night City parece vivo não apenas pela sua estética, mas pela profundidade das motivações, medos e agendas de quem habita o local. Conversas têm peso, escolhas parecem refletir a personalidade dos protagonistas e dos NPCs, e você passa a se importar com o destino de cada um.

A ambientação é destacável: neon, chuva, sombras e uma cidade que parece pulsar. Mesmo com o tempo, o visual continua impressionante, o que torna a experiência extremamente imersiva. A trilha sonora, muitas vezes elogiada, é coesa com momentos de combate, mas pode soar repetitiva em trechos longos.

Jogabilidade e equilíbrio de estilos

Cyberpunk 2077 oferece uma abordagem muito ampla: tiro, stealth, hacking, magia tecnológica com ciberware e combates corpo a corpo. É possível jogar como um atirador letal, um assassino furtivo, um hacker que desarma inimigos à distância ou um espadachim ágil que transforma cada combate em espetáculo.

Essa diversidade é, ao mesmo tempo, o maior ponto forte e o maior desafio. Cada estilo já foi explorado em outros títulos em profundidade, o que faz com que nenhum caminho se destaque como o único absoluto. Ainda assim, o conjunto funciona e sustenta o RPG, permitindo que a construção do personagem influencie muito a forma como você resolve problemas.

Desempenho — áudio, gráfico e bugs ao longo dos anos

O mundo é exuberante e, mesmo após várias melhorias, algumas falhas visuais ainda aparecem sem prejudicar a experiência geral. A estética de Night City continua poderosa, mas há momentos de repetição de padrões visuais após muitas horas de jogo.

O áudio é sólido, com destaque para a performance de dublagem. Keanu Reeves, na pele de Johnny Silverhand, continua sendo uma das escolhas de elenco mais marcantes da indústria. Em contraste, alguns efeitos sonoros de combate podem parecer menos impactantes em lutas corpo a corpo.

Side quests e atividades

As missões paralelas variam entre excelentes, engraçadas e comoventes, muitas vezes muito bem escritas e integradas ao mundo. Em alguns casos, dão mais contexto e aprofundam relações com personagens importantes. Já as gigs, inicialmente empolgantes, podem tornar-se repetitivas com o passar do tempo, parecendo uma lista de tarefas ao invés de conteúdo envolvente.

Phantom Liberty: o DLC que eleva a experiência

Phantom Liberty não é apenas uma expansão; é uma parte essencial da experiência. O DLC se insere no meio da narrativa base, introduz Dogtown, uma região com atmosfera mais contida e política, trazendo uma tonalidade mais séria e cinematográfica.

A qualidade da história cresce com personagens mais complexos e conflitos com consequências reais. A narrativa se mostra mais linear e intensa, elevando os padrões com escolhas que pesam mais e têm impacto claro no andamento da história. No conjunto, Phantom Liberty se revela uma adição valiosa que reforça o potencial do RPG como um todo.

Desempenho no Steam Deck

Apesar de exigir muito da máquina, Cyberpunk 2077 roda de forma surpreendente no Steam Deck. O preset padrão Deck, travado a 30 FPS, tende a parecer pouco fluido; a imagem pode ficar borrada diante de quedas ocasionais. A dica é ajustar para manter a taxa de quadros em torno de 40 FPS, mantendo a qualidade visual semelhante ao preset Base.

O ajuste de FSR 2.1 é decisivo. Desligar o FSR do modo XeSS pode melhorar a fidelidade, mas a configuração recomendada é usar o Quality para preservar nitidez sem sacrificar muito o desempenho. Desativar ou reduzir o motion blur tende a melhorar a experiência em quedas de 40 FPS, especialmente em áreas abertas e na expansão Phantom Liberty.

Para manter consistência, é comum reduzir alguns ajustes menos prioritários para manter a meta de 40 FPS nas cenas mais exigentes. Em áreas de Dogtown, as quedas são mais perceptíveis, mas ainda aceitáveis para manter a experiência jogável e visualmente forte. Um ponto específico do Deck é o HUD, que pode ficar pequeno; ajustar pela aba de Acessibilidade resolve quase tudo.

Acessibilidade

Há uma aba dedicada apenas para acessibilidade, com opções detalhadas: modos de daltonismo, tamanhos de HUD, sobreposição de central no ecrã, personalização de legendas, objetivo assistido para armas de longo alcance e corpo a corpo, tudo preparado para tornar o jogo acessível a mais jogadores.

Conclusão

O que começou como uma decepção pública transformou-se em uma das trajetórias de recuperação mais notáveis da indústria. Cyberpunk 2077, agora com uma experiência de RPG imersiva, alcança um equilíbrio sólido entre liberdade de jogabilidade, mundo aberto e narrativa envolvente. Em todas as plataformas, incluindo o Steam Deck, ele continua a oferecer um dos visuais mais impressionantes disponíveis.

As horas iniciais ainda podem parecer intensas pela complexidade dos sistemas; algumas missões paralelas podem soar repetitivas, e determinados aspectos da jogabilidade não brilham tanto quanto em jogos especializados. Mesmo assim, a atmosfera, as tramas e os personagens bem escritos justificam a experiência como um todo.

Observação final: esta avaliação foi baseada na versão para PC do jogo.

Se você curtiu esta análise, conte nos comentários o que mais chamou sua atenção: qual caminho de vida você escolheria em Night City e como você aproveitaria o Phantom Liberty?

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